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12 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER ZERO pede metas concretas e justiça social no Plano de Renovação de Edifícios A proposta do Plano Nacional de Renovação de Edifícios (PNRE), cuja consulta pública terminou a 20 de fevereiro, necessita de metas quantificadas, maior transparência no financiamento e salvaguardas sociais robustas para garantir uma transição energética justa, segundo a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. O PNRE resulta da revisão da Diretiva Europeia sobre o Desempenho Energético dos Edifícios, adotada em 2024 no âmbito do pacote legislativo europeu para o clima, que obriga os Estados-membros a definirem estratégias para descarbonizar o parque edificado até 2050, reduzir consumos e melhorar o desempenho térmico dos edifícios. No parecer submetido no âmbito da consulta pública, a ZERO considera que o plano constitui uma oportunidade estratégica para transformar o edificado nacional, mas alerta que a versão apresentada é genérica e carece de metas anuais de renovação, objetivos por tipologia de edifício e indicadores quantificados que permitam avaliar progressos em 2030, 2040 e 2050. A associação defende também uma articulação explícita com instrumentos como o Plano Nacional de Energia e Clima 2030, a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza Energética e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050. No plano social, a organização alerta para o risco de aumentos de renda após intervenções de eficiência energética, deslocação de inquilinos vulneráveis e exclusão de famílias com menor capacidade financeira. Defende, por isso, mecanismos que limitem aumentos de renda com base nas poupanças energéticas reais, apoio integral a agregados de baixos rendimentos e sistemas de monitorização dos impactos sociais. Bosch acelera em Braga e coloca Portugal na rota da inovação em eBikes A Bosch vai reforçar a sua presença em Portugal com a criação de uma nova equipa de investigação e desenvolvimento (I&D) em Braga, dedicada ao desenvolvimento de sistemas eBike de próxima geração. A estrutura deverá ultrapassar os 50 colaboradores até 2027 e encontra-se já em fase de recrutamento para perfis especializados em software, inteligência artificial (IA) e engenharia. A nova área de negócio terá como foco o desenvolvimento de tecnologias avançadas de segurança, conectividade e serviços digitais aplicados a eBikes. Entre as soluções previstas incluem-se algoritmos antirroubo baseados em inteligência artificial e machine learning, embedded software, sistemas de validação, serviços em cloud e uma infraestrutura de testes especializada (Device Farm). De acordo com a empresa, estas tecnologias pretendem reforçar a segurança, a conectividade e a fiabilidade dos sistemas, contribuindo para uma experiência de utilização mais integrada e personalizada. A Bosch assume as eBikes como um pilar da mobilidade sustentável, posicionando-se como fornecedor de tecnologia para diversas marcas no mercado global. A equipa de Braga trabalhará em articulação com outras unidades da Bosch, nomeadamente na Alemanha, na Suécia e em Ovar. Nesta última localização, a empresa já desenvolve dispositivos de conectividade para eBikes, incluindo displays e remote controls responsáveis pela gestão e controlo dos sistemas. A abordagem integrada pretende combinar competências em software embebido, inteligência artificial, DevOps, teste de sistemas e desenvolvimento de algoritmos, assegurando responsabilidade de ponta a ponta no desenvolvimento das soluções.

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