31 DOSSIER REFRIGERAÇÃO E VENTILAÇÃO Esta é uma questão importante. Especialistas afirmam que, na UE, os edifícios consomem 40% da energia. Eles também produzem 36% das emissões de gases de efeito estufa, principalmente provenientes da construção, uso, renovação e demolição. Ao renovar ou modernizar edifícios existentes, os gestores de instalações têm uma oportunidade para melhorar a qualidade ambiental interna e reduzir os custos operacionais. Para isso, os gestores devem ir além da simples substituição de sistemas antigos por tecnologia moderna que ofereça benefícios rápidos e valor a longo prazo. Ao projetar e selecionar sistemas AVAC para novos edifícios, os engenheiros devem considerar tecnologias que atendam aos padrões atuais de qualidade do ambiente interno e avaliar o seu impacto na pegada de carbono do edifício. Mas, enquanto “construir do zero” oferece aos projetistas imensas escolhas, as projeções de renovação são frequentemente mais limitantes e desafiadoras de abordar. Melhorar a eficiência energética em edifícios existentes e antigos apresenta ainda mais desafios quando as pessoas precisam de uma qualidade do ar interno mais elevada. EQUILIBRANDO A QUALIDADE DO AMBIENTE INTERNO E A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Existem múltiplas intervenções que os gestores de instalações podem adotar para reduzir o desperdício de energia e melhorar a eficiência – desde melhorar a envolvente do edifício até reaproveitar o calor residual de outras fontes no edifício. No entanto, essas intervenções têm um efeito limitado na melhoria da qualidade ambiental interna. É por isso que atualizar o sistema de ventilação do edifício é sempre importante. Tipicamente, os sistemas de ventilação operam continuamente para substituir o ar “viciado“ por ar fresco. Esses sistemas mecânicos muitas vezes precisam trabalhar mais para compensar fugas e superar grandes quedas de pressão dos sistemas de filtragem. Quanto maior o grau de filtragem, maior a queda de pressão... e maiores os custos de energia. Esses custos aumentam ainda mais quando o ar precisa ser condicionado, por exemplo, desumidificação, aquecimento ou arrefecimento. Além dos custos operacionais mais altos, esses sistemas ineficientes também aumentam a pegada de carbono do edifício. Considerando que muitos edifícios antigos na Europa ainda operam com caldeiras a combustíveis fósseis, isso também tem um impacto negativo nas emissões diretas de gases com efeito estufa e na poluição do ar local. Sistemas modernos e eficientes de ventilação e ar condicionado são uma alavanca eficaz para reduzir de forma sustentável os custos de energia e a pegada de carbono de um edifício. E, tão importante quanto, as unidades de tratamento de ar (AHU) são os”pulmões” que ajudam os edifícios a respirar melhor. INTEGRANDO O MELHOR DA TECNOLOGIA AHU E BOMBA DE CALOR Para edifícios que requerem sistemas AHU totalmente centralizados, optar “Na UE, os edifícios consomem 40% da energia. Eles também produzem 36% das emissões de gases de efeito estufa, principalmente provenientes da construção, uso, renovação e demolição”
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