8 OET mobiliza bolsa de especialistas para a reconstrução do centro do país A Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) criou uma Bolsa de Engenheiros Técnicos para apoiar a recuperação das regiões afetadas pela depressão "Kristin” e por outros fenómenos climáticos recentes, no âmbito de um protocolo estabelecido com várias Ordens profissionais e cinco Comunidades Intermunicipais (CIM) da zona Centro do país. A iniciativa visa assegurar apoio técnico especializado na realização de vistorias e na validação de processos indispensáveis ao acesso a apoios públicos destinados à recuperação de habitações e atividades económicas afetadas. O protocolo envolve a Ordem dos Engenheiros Técnicos e outras Ordens profissionais, em articulação com as CIM de Coimbra, Médio Tejo, Lisboa e Vale do Tejo, Beira Baixa e Leiria. A medida responde à necessidade de reforço de quadros técnicos nas autarquias, que, segundo a OET, não dispõem de recursos humanos suficientes para dar resposta ao volume de solicitações decorrentes dos danos provocados pela intempérie. A Bolsa é coordenada pela Secção Regional do Centro da OET e incide sobre quatro especialidades consideradas prioritárias: engenharia civil, engenharia mecânica, proteção civil e engenharia de energia e sistemas de potência. De acordo com a Ordem, a estrutura conta já com mais de 200 engenheiros técnicos inscritos de todo o país. EDITORIAL Quantos sistemas instalados nos últimos anos estão realmente a funcionar como deveriam? A pergunta é incómoda, mas é exatamente o tipo de questão que o setor precisa de fazer e de responder com honestidade. A transição energética passou de tema de conferência a exigência concreta. E é precisamente aí — na execução, no rigor, na consistência — que se vai decidir quem está mesmo preparado. Os três dossiês desta edição — refrigeração e ventilação, formação AVAC, eletricidade e iluminação — chegam precisamente a esse ponto. Estamos a atravessar uma mudança estrutural que exige mais do que boas intenções ou equipamento de última geração. Na refrigeração e ventilação, a pressão para fazer mais com menos é crescente. Novos refrigerantes, recuperação de calor e ventilação controlada deixaram de ser diferenciadores e passaram a ser requisitos. Quem não se atualizar fica para trás. A formação AVAC ganhou uma urgência diferente. A sofisticação das bombas de calor, dos sistemas VRF e das plataformas digitais criou uma lacuna real entre o que a tecnologia oferece e o que muitos profissionais estão preparados para executar. De pouco serve instalar equipamento de topo se a parametrização for feita a meias. A qualidade da instalação vale tanto quanto a qualidade do produto. Na eletricidade e iluminação, as fronteiras entre sistemas estão a dissolver-se. A eletrificação do aquecimento, a integração com renováveis e a gestão inteligente de consumos colocam novas responsabilidades sobre projetistas e instaladores. A iluminação já não é apenas iluminação; é eficiência, automação e conforto medido em dados. O fio condutor é a integração: de tecnologias, de competências, de responsabilidades. O setor há muito que deixou de trabalhar em compartimentos estanques. Mas estas 80 páginas têm mais do que dossiês. Encontrará opiniões de profissionais, estudos de caso com soluções reais e perspetivas que podem ajudar a tomar melhores decisões no terreno. Vale a pena ler com atenção. A inovação existe e está disponível. O verdadeiro desafio é aplicá-la com competência, consistência e rigor. Competência para uma nova geração técnica
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