BJ29 - Novoperfil Portugal

PERFIL 27 REPORTAGEM atuação focar-se-á, este ano, na consolidação dos produtos apresentados na feira VETECO e no desenvolvimento de soluções de ‘engenharia de produto’ com forte integração tecnológica”. Uma das grandes apostas é a integração de domótica nos caixilhos. “O destaque recai no sistema de portas pivotantes Zenith, que permite a abertura via impressão digital ou leitura de íris, e inclui iluminação LED automática, eliminando a necessidade de chaves físicas”, sublinha o responsável. Respondendo às exigências da arquitetura contemporânea, a Anicolor destaca as séries minimalistas e investe na série de última geração Prime, que permite soluções com piso integrado e janelas quase invisíveis. O lançamento de pérgolas bioclimáticas, que fecham automaticamente com o calor, e de sistemas de guarda-corpos minimalistas para varandas, privilegiando a segurança e a luminosidade, são outras apostas da empresa em 2026. A Anicolor marcou presença na Architect@Work Lisbon apostando na inovação e na apresentação de produtos de vanguarda, aproveitando o evento para captar tendências de mercado e contactar com os demais agentes do setor. “Destacámo-nos pelo lançamento e apresentação de dois novos produtos de elevada evolução técnica: o sistema de abrir ultra minimalista FX Minimal – cuja grande novidade reside na sua estética e engenharia, já que toda a estrutura de suporte (alumínio) fica oculta no interior, resultando numa face exterior totalmente envidraçada; e o sistema de correr Prime Maglev, patenteado pela Anicolor – produto que segue a tendência de mercado ‘minimalista’, reduzindo a massa de alumínio ao mínimo possível, e cuja principal inovação reside na introdução da tecnologia de levitação magnética, que vem substituir os tradicionais rolamentos deslizantes, e que, graças à infinitude do magnetismo, confere maior tempo de vida útil ao produto e uma redução significativa da necessidade de manutenção”. Face à atual conjuntura europeia e internacional, a Anicolor “demonstra um otimismo cauteloso, considerando que o mercado se encontra ainda em crescimento, impulsionado pelo acesso a fundos europeus e pelas persistentes carências no acesso à habitação”, contextualiza Ramon Nolasco Sampaio. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “está a ‘oxigenar o mercado’, compensando a estagnação na pequena construção, causada por impasses no IVA, com obras públicas de grande volumetria – como residências universitárias e edifícios militares”, defende. Na sua perspetiva, prevê-se um boom no mercado de arrendamento e renovação, impulsionado por incentivos fiscais e pela maior segurança jurídica conferida aos senhorios, e “a Anicolor vê aqui um nicho de oportunidade para a caixilharia de alumínio”. Para o diretor de operações, a forma como é pensada a construção tem vindo a transformar-se: “as casas deixaram de ser construídas para durar um século, e a tendência atual foca-se em materiais para 30-40 anos, tipologias mais pequenas (T1, T1+1) e conceitos de ‘open space’ com menos divisões”. Na opinião de João Fernandes, diretor comercial da Cruzfer, o futuro da construção em fachadas e envolventes de edifícios, tanto em Portugal como no restante espaço europeu, “está a ser moldado por uma conjuntura que exige maior eficiência energética, sustentabilidade e inovação técnica”. As novas regulamentações e metas ambientais “impulsionam soluções mais avançadas, como sistemas de isolamento de alto desempenho, fachadas ventiladas, materiais recicláveis e tecnologias inteligentes de monitorização térmica”, afirma. Paralelamente, “a reabilitação urbana ganha força, tornando essencial a adoção de métodos construtivos que conciliem estética, durabilidade e redução do impacto ambiental”. Este cenário aponta para um setor em transformação contínua, “onde a CRUZFER “A conjuntura exige eficiência energética, sustentabilidade e inovação técnica”

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