14 EVENTO INEGI promove debate sobre o impacto real da IA na indústria A quarta edição da InConference, organizada pelo INEGI, reuniu academia, indústria e especialistas para analisar, com pragmatismo, os desafios, oportunidades e impactos da Inteligência Artificial no setor industrial. Num contexto de rápida transformação tecnológica, o INEGI voltou a posicionar-se como palco privilegiado para o debate entre academia e indústria, promovendo a quarta edição da InConference. Este ano, o foco foi a Inteligência Artificial (IA) e o seu impacto real na indústria, com intervenções que cruzaram a análise ética, os desafios técnicos e a experiência prática de empresas portuguesas. A sessão de abertura ficou a cargo de Pedro Rodrigues, presidente do Conselho Geral e de Supervisão do INEGI e vice-reitor da Universidade do Porto. O responsável defendeu uma abordagem equilibrada à IA, reconhecendo o seu imenso potencial, mas também os riscos associados, como a manipulação social e política. Destacou ainda que a Revolução Industrial 5.0 traz um novo paradigma, onde a colaboração entre humanos e tecnologia, com foco na sustentabilidade e no bem-estar, se sobrepõe à simples automatização. Pedro Rodrigues enalteceu o papel da União Europeia, através do ‘Roteiro das Tecnologias Industriais’, e sublinhou a necessidade de o desenvolvimento tecnológico respeitar os limites ambientais e colocar o ser humano no centro. Realçou também o contributo do INEGI, que opera em áreas como sistemas inteligentes, biomecânica e processos industriais, e valorizou o esforço da Universidade do Porto na formação avançada, com o lançamento de um mestrado em Engenharia Artificial. DA TEORIA À PRÁTICA: IMPLEMENTAR CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA Sílvia Garcia, da Agência Nacional de Inovação (ANI), trouxe para o palco a experiência acumulada no terreno. Com um passado ligado à aplicação da IA em contexto industrial, destacou a importância de colar a academia à realidade empresarial. Segundo a responsável, esta aproximação tem sido feita através de programas como o Portugal 2020, colabs, redes de interface e Digital Innovation Hubs (DIH). Apresentou dados concretos: entre 2021 e 2024, Portugal captou 244 milhões de euros para projetos colaborativos no âmbito do programa Horizonte Europa, com destaque para os setores da saúde e do espaço. No total, o investimento em IA no âmbito do Portugal 2020 ascendeu a 524 milhões de euros. Apesar destes números, alertou que o grande desafio está na implementação prática: “A IA não é só tecnologia. É pessoas, é cultura organizacional, é transformação estrutural.” No dia 29 de maio, o Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões recebeu mais de 200 pessoas para debater o impacto transformador da inteligência artificial (IA) na indústria.
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