BM26 - InterMETAL

51 CHAPA tínhamos de dar uma volta. O setor automóvel era muito maior, com exigências mais complexas e rigorosas. Não sabíamos se estávamos preparados para dar o salto, porque essa decisão exigiria investimentos importantes em tecnologia e conhecimento. Mas acabámos por fazê-lo”. “QUEBRAR O MOLDE” PARA VENCER OS GRANDES Quando entraram no mercado, perceberam que enfrentavam uma concorrência “formidável”. O setor europeu de fabricação de ferramentas está repleto de empresas consolidadas, muitas das quais estão no mercado há décadas. Eram empresas com uma sólida reputação e relações duradouras com clientes importantes, e estava claro que entrar nesse mercado não seria tarefa fácil. No entanto, muitas dessas empresas continuavam a utilizar tecnologias antigas e obsoletas. Eram eficientes na produção de peças standard, mas quando se tratava de componentes complexos e de alta precisão tinham dificuldades. Os dois sócios viram nisso a sua oportunidade: “desde o início percebemos que a indústria automóvel estava a evoluir, com uma procura crescente de peças mais complexas e leves. Não eram o tipo de componentes que podiam ser fabricados com métodos tradicionais. Decidimos concentrar-nos em projetos complexos que outros não podiam ou não queriam assumir. Investimos na tecnologia mais avançada, aperfeiçoámos os nossos conhecimentos e posicionámo-nos como a empresa a quem recorrer para projetos difíceis. E funcionou”, explica Eduardo. Paulo Henriques e Eduardo Oliveira na oficina. Máquina de corte a laser 3D. Vista de uma ferramenta progressiva completa.

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx