BM31 - InterMETAL

27 FABRICO ADITIVO de vários setores industriais e com diferentes níveis de experiência em fabrico aditivo. O relatório defende que o pós-processamento deixou de ser uma etapa secundária para se tornar um elemento determinante da produtividade, da qualidade, dos custos e da capacidade de expansão do fabrico aditivo. Os resultados mostram que 70% dos inquiridos consideram que os seus atuais métodos de pós-processamento já representam um problema ou poderão vir a representá-lo num futuro próximo. Destes, 52% afirmam que os procedimentos atuais já constituem um obstáculo à concretização dos seus objetivos de fabrico, uma percentagem superior à registada na edição de 2022. CONSISTÊNCIA ULTRAPASSA O TEMPO COMO PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO Uma das mudanças mais significativas identificadas pelo inquérito verifica-se nas prioridades do setor. Depois de vários anos em que o tempo necessário para concluir as peças ocupava o primeiro lugar entre as preocupações dos utilizadores, em 2026 a consistência do acabamento passa a ser o principal ponto crítico. 54% dos participantes identificam a uniformidade das peças acabadas como o seu principal problema, seguida de perto pelo tempo necessário para concluir o pós-processamento (53%). Seguem-se a utilização de mão de obra qualificada em tarefas de baixo valor acrescentado (36%), o aumento do número de peças danificadas durante o processo (35%) e as limitações de capacidade produtiva (34%). O relatório destaca também o aumento da preocupação com a gestão de resíduos (26%) e com questões relacionadas com a saúde e segurança dos operadores (23%). MAIS TECNOLOGIAS, MAIOR COMPLEXIDADE O estudo constata que os ambientes de fabrico aditivo são cada vez mais heterogéneos. Mais de 70% das organizações utilizam duas ou mais tecnologias de impressão 3D, o que aumenta a complexidade do pós-processamento e dificulta a manutenção da repetibilidade e da produtividade dos processos. A extrusão de material (FDM/FFF) continua a ser a tecnologia mais utilizada, por 73% dos inquiridos, seguida da fotopolimerização em cuba (57%) e da fusão em leito de pó (44%). O relatório salienta que estas três tecnologias mantêm a mesma ordem há cinco anos, embora a extrusão de material tenha registado o maior crescimento face a 2022. Paralelamente, a remoção de suportes continua a ser a operação de pós-processamento mais comum, mencionada por 59% dos participantes, à frente do acabamento superficial e da limpeza de resinas, ambas com 48%. Nas tecnologias de fotopolimerização, aumenta também a preocupação com a utilização de álcool isopropílico durante Principais métodos de pós-processamento. Fonte: PostProcess Technologies. Fonte: PostProcess Technologies.

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