35 MÁQUINAS-FERRAMENTA A crescente diversidade de produtos médicos, a pressão sobre os custos de fabrico e a dificuldade em encontrar operadores qualificados estão a levar os fabricantes a reavaliar processos baseados em várias máquinas, configurações manuais e elevada movimentação de peças entre operações. Neste cenário, o torneamento de produção assume uma função que ultrapassa a simples operação de torneamento, evoluindo para uma plataforma integrada para produção automatizada e repetível. UMA PLATAFORMA PARA PROCESSOS INTEGRADOS A DMG MORI enquadra o torneamento de produção numa gama de plataformas horizontais destinadas à maquinação produtiva e completa de componentes rotacionalmente simétricos e de geometrias complexas. Dependendo da aplicação, estas máquinas podem integrar fuso principal e contrafuso, múltiplos porta- -ferramentas, ferramentas motorizadas, eixo Y e alimentação de barra. Esta configuração permite executar diferentes operações de forma paralela, reduzindo tempos improdutivos e o número de intervenções entre etapas. O objetivo é aproximar o processo de um fluxo contínuo, desde a matéria-prima até à peça acabada, com maior controlo sobre as condições de fabrico. No setor médico, esta arquitetura é combinada com soluções específicas para diferentes famílias de componentes. Entre elas encontram-se os tornos automáticos de cabeçote móvel Sprint e os tornos compactos de produção para peças pequenas alimentadas por barra, como parafusos ósseos e implantes dentários. A oferta inclui ainda os conceitos Multisprint, orientados para a produção de variantes em grandes volumes, as plataformas NZ e NZX para componentes de instrumentos mais complexos e soluções de torneamento-fresagem destinadas a componentes de precisão. DE PARAFUSOS E IMPLANTES A COMPONENTES DE INSTRUMENTOS A diversidade de aplicações é uma das características da produção para tecnologia médica. Em componentes pequenos, como parafusos ósseos ou implantes dentários, os tornos automáticos Sprint e os conceitos Multisprint permitem combinar alimentação de barra e maquinação produtiva, reduzindo operações de reajuste e movimentação. Para componentes de instrumentos com maior complexidade geométrica — como punhos, peças articuladas, elementos de ligação ou perfis de encaixe —, as plataformas NZ e NZX e os tornos Sprint com torreta disponibilizam recursos para operações paralelas e maquinação completa. A combinação de fuso principal e secundário, múltiplas torretas, eixos Y e ferramentas motorizadas permite realizar, numa mesma sequência, operações nas faces frontal e posterior, furos transversais, contornos e superfícies planas. A redução do número de operações intermédias pode contribuir para encurtar os tempos de ciclo e melhorar o controlo das relações geométricas entre diferentes superfícies da peça. Também componentes rotacionalmente simétricos com operações adicionais de fresagem podem ser produzidos em plataformas de torneamento de produção adequadas. Veios, caixas, elementos de acoplamento e componentes destinados a sistemas médicos de acionamento e manipulação são alguns exemplos. A integração do torneamento e da fresagem permite reduzir transferências entre máquinas e controlar de forma mais consistente parâmetros como concentricidade e precisão dimensional. DADOS E RASTREABILIDADE ENTRAM NO PROCESSO A digitalização constitui outro dos elementos desta abordagem. Os dados associados ao processo, às ferramentas e às peças podem ser utilizados para apoiar a rastreabilidade, a avaliação da qualidade e a documentação necessária em processos sujeitos a auditoria. As plataformas NZ e NZX são indicadas para componentes de instrumentos mais complexos.
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