10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.IALIMENTAR.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 3,3% e confirmam competitividade do setor As exportações da indústria alimentar e das bebidas portuguesa totalizaram 3.307 milhões de euros nos primeiros cinco meses de 2026, um crescimento de 3,33% face ao período homólogo do ano anterior, segundo os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O crescimento do setor foi impulsionado sobretudo pelos mercados extracomunitários, onde as exportações aumentaram 5,92% entre janeiro e maio. Entre os destinos que mais contribuíram para este desempenho destacam-se Cabo Verde (+19,64%), Brasil (+15,93%), Angola (+11,62%) e Japão (+10,68%). Em sentido inverso, os Estados Unidos da América registaram uma quebra de 9,64% nas importações de produtos alimentares e bebidas portugueses, refletindo um contexto internacional mais exigente para as empresas exportadoras. No mercado comunitário, as exportações atingiram 2.260 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,17% face aos primeiros cinco meses de 2025. Entre os mercados da União Europeia, Itália (+20,64%) e os Países Baixos (+19,94%) destacaram-se pelo maior dinamismo. Já a Polónia (-10,66%) e a Bélgica (-5,10%) registaram uma redução das importações de produtos portugueses. Para o presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), Jorge Tomás Henriques, estes resultados demonstram a capacidade das empresas do setor para competir nos mercados internacionais, mesmo num contexto económico e geopolítico particularmente desafiante. Recolha seletiva de embalagens cresce menos de 1% e compromete metas de reciclagem A recolha seletiva de resíduos de embalagens para reciclagem em Portugal aumentou apenas 0,9% no primeiro semestre de 2026, totalizando 233 065 toneladas, segundo os dados do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE). A evolução é considerada insuficiente pela Sociedade Ponto Verde (SPV) e pela Novo Verde, que alertam para a necessidade de reforçar a eficiência da recolha seletiva e da triagem para que o país consiga cumprir as metas nacionais e europeias de reciclagem. Os dados revelam desempenhos distintos consoante o material. O papel/cartão registou um crescimento de cerca de 5%, enquanto o alumínio aumentou 7%. A madeira também apresentou uma evolução positiva, com um acréscimo de 13,5%. Já o vidro, apesar de continuar a ser o material com maior volume recolhido, registou um crescimento de apenas 1%, um resultado que ambas as entidades consideram preocupante por colocar em causa o cumprimento das respetivas metas de reciclagem. As Embalagens de Cartão para Alimentos Líquidos (ECAL) mantiveram igualmente uma evolução negativa, permanecendo abaixo dos valores do período homólogo.
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