OPINIÃO 65 Pedro d'Albuquerque e Castro, Co-fundador da Bitte O restaurante que (quase) se gere sozinho: IA e automação ao serviço de quem decide A restauração vive sob pressão constante: margens apertadas, equipas em rotação permanente e clientes cada vez mais exigentes. Em Portugal, cerca de metade dos restaurantes diz sentir falta de mão de obra, e a maioria continua a apoiar-se em processos manuais que consomem tempo e abrem espaço ao erro. É neste cenário que a inteligência artificial e a automação deixam de ser uma curiosidade tecnológica para se tornarem uma ferramenta de gestão, e o mercado confirma o movimento: as soluções digitais para a restauração valiam 7,6 mil milhões de dólares em 2023 e deverão atingir os 20,1 mil milhões em 2030. Quem souber aproveitá-las ganha em três frentes: 1) eficiência operacional, 2) saúde financeira e 3) experiência do cliente. MENOS TAREFAS REPETITIVAS, MENOS ERROS Boa parte do dia de uma equipa perde-se em tarefas de baixo valor: receber pedidos, atualizar os pratos do dia, consolidar encomendas de vários canais ou enviar mensagens e emails para tentar captar clientes. A automação assume hoje muito deste trabalho. A gestão de pedidos e a ligação direta à cozinha reduzem falhas de comunicação, aceleram os tempos de preparação e garantem consistência. Num setor com tanta rotatividade, padronizar processos é também a forma mais simples de proteger a operação das constantes mudanças de equipa. UM “MANAGER” VIRTUAL SEMPRE DE SERVIÇO A novidade mais interessante não é a automação isolada, mas a camada de inteligência que a acompanha. Os assistentes virtuais conseguem hoje apoiar a gestão diária — responder a clientes, sugerir ajustes ao menu, identificar artigos com food cost demasiado elevado ou antecipar os horários de maior procura — funcionando como um apoio que nunca dorme. Plataformas como a Bitte juntam estas capacidades num só lugar, libertando o gestor para aquilo que a tecnologia
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