BF21 - iAlimentar

55 O IMPACTO DA IA E AUTOMAÇÃO NA PRODUÇÃO ALIMENTAR declara Paulo Gaspar, CEO e cofundador da Brainr. Segundo o responsável, muitas empresas procuram implementar soluções avançadas quando ainda dependem de registos em papel, folhas de cálculo dispersas ou sistemas incapazes de comunicar entre si. Nestas condições, “o impacto da IA tende a ser reduzido”. A experiência da Brainr mostra que os maiores ganhos surgem quando a produção, a qualidade, a rastreabilidade e a logística passam a ser geridas através de plataformas digitais integradas. Segundo Paulo Gaspar, esta integração proporciona uma visibilidade muito mais clara da operação em tempo real, permitindo identificar desvios mais rapidamente, reduzir o tempo gasto na análise de problemas e acelerar a resposta das equipas. É também nesta área que a IA está atualmente a gerar maior valor. Em vez de substituir pessoas, a tecnologia está a ajudar equipas de produção “a tomar decisões melhores e mais rápidas”. “As aplicações com maior impacto são aquelas que apoiam a operação diária: identificar desvios de rendimento, antecipar problemas de qualidade, apoiar o planeamento da produção perante alterações de encomendas ou disponibilidade de matéria-prima e transformar grandes volumes de dados operacionais em informação útil para quem gere a fábrica”, indica a Brainr. Para Paulo Gaspar, o futuro passará por uma integração cada vez mais natural destas capacidades no software utilizado diariamente pelas fábricas. Nos próximos anos, será cada vez mais comum que responsáveis de produção interajam com os sistemas através de linguagem natural, questionando diretamente o sistema sobre causas de desperdício, desvios de produtividade ou ações necessárias para recuperar planos de produção. “Mais do que automatizar tarefas, a IA deve ser encarada como uma ferramenta de apoio à decisão. O seu principal contributo será acelerar a capacidade de decisão das equipas, permitindo-lhes atuar mais cedo e com melhor informação, sem substituir o conhecimento das pessoas”, refee Paulo Gaspar, que, para concluir, deixa ainda outra ideia fulcral: “Acreditamos que a vantagem competitiva dos próximos anos não será determinada pelas empresas que utilizam mais IA, mas por aquelas que conseguirem combinar pessoas, processos, dados e IA numa operação verdadeiramente integrada”. PARCEIROS meia_página.pdf 1 03/03/2026 17:49:17

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